Festa de lançamento

10 10UTC setembro 10UTC 2007

O lançamento do Silêncio, na última quarta-feira, foi um sucesso. Amigos prestigiando e curiosos se surprendendo com a poesia de Maria Birman.

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Ana Paula fez uma bela homenagem, lendo alguns poemas. E Maria também fez sua leitura, depois de tantas dedicatórias.

A Editacuja está feliz demais com o livro, a poeta, a festa e comemora os 65 livros vendidos em dia de estréia.

Quem quiser ouvir um pouco mais do Silêncio e dos desejos da editora, assista:

Atitude.com, na TVE, dia 11 (terça), às 18h.

A entrevista foi feita no Fluminense, clube onde Maria pratica seu outro poema: o nado sincronizado.

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Não percam!

Silêncio, de Maria Birman

28 28UTC agosto 28UTC 2007

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Silêncio é uma coletânea de poemas, tecidos entre 2003 e 2007, por Maria Birman. Poeta precoce, começou aos nove anos a encantar palavras. Maria investiga sentimentos do mundo, pergunta-se sobre a verdade, se apaixona (mas só um pouco).  

Metafísica por excelência, esta edição, ilustrada por Artur Kjá, foi transformada em delicado registro gráfico por Helena Okada. Respostas não prontas a perguntas –  seria a poesia “como não ver seu semelhante? como uma pessoa que nunca se viu no espelho? como não achar a porta para uma chave?ou como não enxergar a realidade? Nunca olhar para si mesmo?” – este livro, de formato diminuto, carrega intensidades de menina investigadora.  

A Editacuja acredita na força de um livro para transformar o mundo. Emerge de um livro imaginário onde as palavras alcançam o “todo mundo e ninguém”. E, comemorando palavras, apresenta orgulhosamente uma nova poeta brasileira! 

Só para dar um gostinho:

meus beijos

meus beijos, meus abraços

parecem vazios em seus braços.

minha vida, meu laço,

parece nó em teu sonho vasto.

 

minha mente paciente,

nesta tentativa inocente,

reza o terço descrente,

d’um dom nascer assim de repente.

 

será o que eu espero,

ou, a esquerda um zero.

será só lero-lero,

me mostre aquilo que agora gero!

 

talvez em mais nada dê,

essa merda que estou a fazer.

 

monstro demais elegante,

seguindo um conselho errante

 

falando com a maria

28 28UTC agosto 28UTC 2007

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zombeteira maria

Publicar me deixa “toda prosa” . Quando falei isso, um amigo meu brincou, dizendo: ‘o que você escreve é poesia! 

Esta entrevista foi feita via msn, com a Maria, menina perspicaz, tirando onda fácil das editoras…  começa dizendo: acho que vocês tão mais nervosas que eu. É um prazer trabalhar um livro desta autora, estreando na literatura aos 14 anos – em publicações, porque ela já escreve há 5 anos…  mas a idade é só um detalhe.

Maria é poeta  madura, simples e sofisticada ao mesmo tempo. Maria é pura  rima, uma delícia conversar com ela:   

editacuja

Maria, quando recebemos seu primeiro poema, você tinha 12 anos, escrevia desde os 9… como aconteceu este lance de escrever em versos tão novinha?

Maria

É que na verdade eu não tinha muita coisa pra fazer, sabe? Passava todo o meu tempo parada, elaborando estórias complexas na cabeça, que não tinha paciência  de escrever. Só conseguia escrever coisas pequenas, feito poeminhas. Fui me aprimorando…   aprendendo a me expressar…  

E você sentiu alguma mudança, nestes anos? Ficou mais fácil ou mais difícil?

Ficou mais difícil, porque antes eu só escrevia, sem me preocupar em ficar bom ou com mostrar para as pessoas;  me cobrava bem menos.  Quando o tempo vai passando, eu vou mudando o jeito que  escrevo, As coisas sobre as quais escrevo. Teve uma época que eu só conseguia escrever poesia com rima, era bem difícil. Agora, em vez de escrever direto aquilo  o que vem na cabeça, eu tento trabalhar antes de pôr no papel. Vou escrevendo versos soltos, e várias palavras que rimam, mesmo que não façam sentido. Vou juntando, vou pensando, mudando a ordem. É assim… 

Você se preocupa então com seu leitor?

De certo modo, me preocupo com o que EU vou ler depois que acabar. Porque assim que acabo não leio. Esqueço e só depois de um tempo, uns minutos, dias ou horas, que pego de novo pra ler. E gosto de gostar do que leio. 

E o primeiro livro?  Você acha que as pessoas vão gostar?

Tenho bastante medo disso: em parte por medo mesmo, oras! Em parte por que os poemas do livro são bem mais antigos e alguns seguem uma linha bem diferente dos poemas que eu tenho escrito agora. 

E o que você tem escrito agora?

Ah, outros poemas, oras. Não sei responder essa 

(rs) e publicar te estimula?

Bem, publicar me deixa “toda prosa” (quando eu falei isso um amigo meu brincou dizendo ‘o que você escreve é poesia!’), me anima. Mas não me estimula, especificamente, a escrever mais. 

Ué.. vc não se sente mais escritora agora? Isto não muda nada?

Muda.  muda muito. Isso me deixa feliz, o que indiretamente me faz escrever mais. Mas a ligação “hum, estou publicando -> hora de escrever mais e mais” não acontece assim, por acontecer. Me sinto reconhecida, até honrada, sabe?  estou muito muito feliz.   

Também estamos… e o lançamento? Você quer  dar autógrafos?

Dar autógrafo? Prefiro a idéia de escrever uma dedicatória para quem eu gosto. 

(rs) e o q. você achou da transformação dos seu poemas, graficamente? Do trabalho da helena…

    Ah, gostei muito. Acho que ela deve ter entendido bem eles (sic), para ter feito um trabalho       assim. Soou bem como eu gostaria.  

Você se lembra do dia q. escolhemos a ilustração do kjá?

Lembro. Por que? Digo, não me lembro que dia, mas me lembro da primeira vez que você me mandou o site. O fundo da imagem era, a principio, amarelo alaranjado, né?    

Sim. Foi você  quem escolheu esta ilustração… por que? Você conseguiria me explicar?  

Não muito bem,  mas posso tentar. Eu gostei da imagem, assim, de cara. e gostei da idéia de      tirar pedaços da imagem, pois era uma imagem bastante complexa, diga-se de passagem.     Assim, separando, desmembrando, como se fossemos entendendo… Gostei disso e vi coisas ali       que identifiquei como parecidas com meus poemas.  

O Kjá, o ilustrador, diz que ela é um pouco como a infância, que tem coisas maravilhosas, mas que o mundo é mais pesado q. isto e crianças sentem… acho que isto aparece um pouco nos seus poemas, não? O fascínio com o mundo e ao mesmo tempo o descontentamento…

Sim, parece. Bastante. 

Maria, o q. mais você gostaria de dizer para os seus futuros leitores?

Talita: “Não acredito que um dia vou pegar um ônibus e ir pra lançamento de livro da minha melhor amiga”. Nem eu.

mas afinal, quem é a dita cuja?

9 09UTC maio 09UTC 2007

sujeito da ação, deseja fazer coisas boas para pensar, sentir, ser: a dita se encanta e se personifica naqueles que produz e publica.

desliza nas teias da cultura e da política, entrelaçando pessoas e seus saberes, a fim de construir um mundo bom de se viver.

ela assume diferentes olhares e quer espalhar encanto, multiplicar aquilo que a faz respirar mais fundo, com zelo e amor.

acredita que transforma o que olha, com delicadeza, beleza, pensamentos vários, multidisciplinares se quiser.

se a dita emerge de um livro imaginário, nele estão todas as palavras, ela pode ser tudo o que disserem: é todo mundo e ninguém.

depende de quem aponta, quem a vê.

ela muda, reconstrói, se reinventa.

 é a ditacuja.

nasce o logo

3 03UTC abril 03UTC 2007

O logo da  e dita cuja, “a ditinha”,  foi gerado pela artista plástica Helena Okada.