mas afinal, quem é a dita cuja?

9 09UTC maio 09UTC 2007

sujeito da ação, deseja fazer coisas boas para pensar, sentir, ser: a dita se encanta e se personifica naqueles que produz e publica.

desliza nas teias da cultura e da política, entrelaçando pessoas e seus saberes, a fim de construir um mundo bom de se viver.

ela assume diferentes olhares e quer espalhar encanto, multiplicar aquilo que a faz respirar mais fundo, com zelo e amor.

acredita que transforma o que olha, com delicadeza, beleza, pensamentos vários, multidisciplinares se quiser.

se a dita emerge de um livro imaginário, nele estão todas as palavras, ela pode ser tudo o que disserem: é todo mundo e ninguém.

depende de quem aponta, quem a vê.

ela muda, reconstrói, se reinventa.

 é a ditacuja.

Uma Resposta para “mas afinal, quem é a dita cuja?”

  1. e. Diz:

    e porque palavras salvam dias tristes de chuva fina, passarinhos felizes com o frio, coração doendo:

    este paraíso é de víboras azuis.
    Herberto Helder

    Este paraíso é assim:
    repleto de raças respiratórias.
    Nuvens, periquitos, uvas negras
    à beira do deboche.

    Este paraíso é assim:
    relâmpagos & doces de leite,
    punhal escapando da bainha
    de vértebras.
    Menino-acauã dançando
    ao sol estrangeiro.

    Este paraíso é assim:
    folhas de mamona, submarinos
    viajando no próprio sangue.
    Leveza. Flores frenéticas.
    Batuque sussurrando:
    também eu
    atravessei o inferno.
    (Roberto Piva)

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