falando com a maria
28 28UTC agosto 28UTC 2007
Publicar me deixa “toda prosa” . Quando falei isso, um amigo meu brincou, dizendo: ‘o que você escreve é poesia!
Esta entrevista foi feita via msn, com a Maria, menina perspicaz, tirando onda fácil das editoras… começa dizendo: acho que vocês tão mais nervosas que eu. É um prazer trabalhar um livro desta autora, estreando na literatura aos 14 anos – em publicações, porque ela já escreve há 5 anos… mas a idade é só um detalhe.
Maria é poeta madura, simples e sofisticada ao mesmo tempo. Maria é pura rima, uma delícia conversar com ela:
editacuja
Maria, quando recebemos seu primeiro poema, você tinha 12 anos, escrevia desde os 9… como aconteceu este lance de escrever em versos tão novinha?
Maria
É que na verdade eu não tinha muita coisa pra fazer, sabe? Passava todo o meu tempo parada, elaborando estórias complexas na cabeça, que não tinha paciência de escrever. Só conseguia escrever coisas pequenas, feito poeminhas. Fui me aprimorando… aprendendo a me expressar…
E você sentiu alguma mudança, nestes anos? Ficou mais fácil ou mais difícil?
Ficou mais difícil, porque antes eu só escrevia, sem me preocupar em ficar bom ou com mostrar para as pessoas; me cobrava bem menos. Quando o tempo vai passando, eu vou mudando o jeito que escrevo, As coisas sobre as quais escrevo. Teve uma época que eu só conseguia escrever poesia com rima, era bem difícil. Agora, em vez de escrever direto aquilo o que vem na cabeça, eu tento trabalhar antes de pôr no papel. Vou escrevendo versos soltos, e várias palavras que rimam, mesmo que não façam sentido. Vou juntando, vou pensando, mudando a ordem. É assim…
Você se preocupa então com seu leitor?
De certo modo, me preocupo com o que EU vou ler depois que acabar. Porque assim que acabo não leio. Esqueço e só depois de um tempo, uns minutos, dias ou horas, que pego de novo pra ler. E gosto de gostar do que leio.
E o primeiro livro? Você acha que as pessoas vão gostar?
Tenho bastante medo disso: em parte por medo mesmo, oras! Em parte por que os poemas do livro são bem mais antigos e alguns seguem uma linha bem diferente dos poemas que eu tenho escrito agora.
E o que você tem escrito agora?
Ah, outros poemas, oras. Não sei responder essa
(rs) e publicar te estimula?
Bem, publicar me deixa “toda prosa” (quando eu falei isso um amigo meu brincou dizendo ‘o que você escreve é poesia!’), me anima. Mas não me estimula, especificamente, a escrever mais.
Ué.. vc não se sente mais escritora agora? Isto não muda nada?
Muda. muda muito. Isso me deixa feliz, o que indiretamente me faz escrever mais. Mas a ligação “hum, estou publicando -> hora de escrever mais e mais” não acontece assim, por acontecer. Me sinto reconhecida, até honrada, sabe? estou muito muito feliz.
Também estamos… e o lançamento? Você quer dar autógrafos?
Dar autógrafo? Prefiro a idéia de escrever uma dedicatória para quem eu gosto.
(rs) e o q. você achou da transformação dos seu poemas, graficamente? Do trabalho da helena…
Ah, gostei muito. Acho que ela deve ter entendido bem eles (sic), para ter feito um trabalho assim. Soou bem como eu gostaria.
Você se lembra do dia q. escolhemos a ilustração do kjá?
Lembro. Por que? Digo, não me lembro que dia, mas me lembro da primeira vez que você me mandou o site. O fundo da imagem era, a principio, amarelo alaranjado, né?
Sim. Foi você quem escolheu esta ilustração… por que? Você conseguiria me explicar?
Não muito bem, mas posso tentar. Eu gostei da imagem, assim, de cara. e gostei da idéia de tirar pedaços da imagem, pois era uma imagem bastante complexa, diga-se de passagem. Assim, separando, desmembrando, como se fossemos entendendo… Gostei disso e vi coisas ali que identifiquei como parecidas com meus poemas.
O Kjá, o ilustrador, diz que ela é um pouco como a infância, que tem coisas maravilhosas, mas que o mundo é mais pesado q. isto e crianças sentem… acho que isto aparece um pouco nos seus poemas, não? O fascínio com o mundo e ao mesmo tempo o descontentamento…
Sim, parece. Bastante.
Maria, o q. mais você gostaria de dizer para os seus futuros leitores?
Talita: “Não acredito que um dia vou pegar um ônibus e ir pra lançamento de livro da minha melhor amiga”. Nem eu.
28 28UTC agosto 28UTC 2007 at 12:56
Adorei a entrevista! Maria é um doce!
Palavras linda! Vou estar no lançamento comc eretza!
bjs
28 28UTC agosto 28UTC 2007 at 12:57
E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça,
Você veio E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo
28 28UTC agosto 28UTC 2007 at 13:21
Meninas lindas! Maria, especial, forte, suave! Conheci ainda menina.. muito menina. Agora, menina, moça, surpreendente!
Muito êxito nesse início de caminhada para minhas queridas Ditas e para essa linda poetisa. Beijos
28 28UTC agosto 28UTC 2007 at 13:47
Que bonita é Maria! A delicadeza e o cuidado com que usa as palavras é instigante!
Que trabalho especial que as Ditas estão realizando!
Desejo alegrias e sucesso na trajetória de vocês!
Um grande beijo e parabéns!
28 28UTC agosto 28UTC 2007 at 13:54
Gente, a música da Marisa Monte entrou errado… Colei no blog errado… Sorry! Micos da net…
Editoras poderiam apagar, por favor?
bjins
28 28UTC agosto 28UTC 2007 at 14:24
Parabéns a ditacuja e a pequena grande poetiza!
Desejo muito sucesso e alegria no lançamento e convido-as para romperem a geografia e trazer este encanto para Goiás também.
super beijos