Silêncio, de Maria Birman
28 28UTC agosto 28UTC 2007
Silêncio é uma coletânea de poemas, tecidos entre 2003 e 2007, por Maria Birman. Poeta precoce, começou aos nove anos a encantar palavras. Maria investiga sentimentos do mundo, pergunta-se sobre a verdade, se apaixona (mas só um pouco).
Metafísica por excelência, esta edição, ilustrada por Artur Kjá, foi transformada em delicado registro gráfico por Helena Okada. Respostas não prontas a perguntas – seria a poesia “como não ver seu semelhante? como uma pessoa que nunca se viu no espelho? como não achar a porta para uma chave?ou como não enxergar a realidade? Nunca olhar para si mesmo?” – este livro, de formato diminuto, carrega intensidades de menina investigadora.
A Editacuja acredita na força de um livro para transformar o mundo. Emerge de um livro imaginário onde as palavras alcançam o “todo mundo e ninguém”. E, comemorando palavras, apresenta orgulhosamente uma nova poeta brasileira!
Só para dar um gostinho:
meus beijos
meus beijos, meus abraços
parecem vazios em seus braços.
minha vida, meu laço,
parece nó em teu sonho vasto.
minha mente paciente,
nesta tentativa inocente,
reza o terço descrente,
d’um dom nascer assim de repente.
será o que eu espero,
ou, a esquerda um zero.
será só lero-lero,
me mostre aquilo que agora gero!
talvez em mais nada dê,
essa merda que estou a fazer.
monstro demais elegante,
seguindo um conselho errante

28 28UTC agosto 28UTC 2007 at 13:34
Que lindo, menina! Para alguns a poesia sai brincando…
31 31UTC agosto 31UTC 2007 at 0:08
Achei muito bom ^^
e os versos são muito
e mais que isso: tem uma sonoridade linda…
é difícil achar poetas , como você, que consigam conciliar as emoções com o som…
eu achei , simplesmente, incrível.
parabéns de novo!!
5 05UTC setembro 05UTC 2007 at 14:49
Eu estarei lá Maria!!!
Parabens pra ti!
Beijos